O primeira versão do extintor portátil moderno foi inventada por William Manby, um membro da milícia britânica, que em 1813 presenciou um incêndio em Edemburgo. Em 1816, ele inventou um aparelho cilíndrico de cobre, com sessenta centímetros de altura e capacidade de quinze litros.

Era envasado com até três quartos de um líquido que Manby descrevia como fluido antichamas com uma solução de potassa cáustica. O espaço restante era cheio de ar comprimido. 

Em 1910, começaram a surgir os primeiros extintores com agentes líquidos vaporizantes. O pioneiro foi o de tetracloreto de carbono, desenvolvido pela empresa Pyrene, que embora tivesse alta eficiência no combate ao fogo, liberava vapores tóxicos e suas reações com as chamas acabavam gerando cloreto de hidrogênio e fosgênio, que também eram tóxicos. Eles seriam retirados do mercado mais tarde, nos anos 50.

No ano de 1924, a Companhia Walter K. inventou o extintor de CO2 (Dióxido de Carbono), que era fabricado a partir de um cilindro de metal contendo 3.4 kg do agente, com uma válvula e uma mangueira. Até hoje esse tipo de extintor é utilizado para incêndios classes B e C.

Pouco depois, em 1928, uma empresa chamada DuGas (mais tarde comprada pela ANSUL), patenteou um extintor químico seco, que utilizava bicarbonato de sódio especialmente tratado com substâncias químicas para mantê-lo leve e resistente. Esse foi o primeiro agente extintor disponível para incêndios em larga escala originados por líquidos e gases, e foi assim até que em 1950 ele começou a ser comercializado para uso residencial.

Nos anos 70, o halon 1211 veio da Europa para os EUA, onde era utilizado desde os anos 50. O Halon 1301 foi desenvolvido pela DuPont e pelo exército americano em 1954. Ambos atuam inibindo a propagação do fogo. Esse sistema é utilizado até hoje em aplicações militares e aeronáuticas, com restrições ambientais em diversos países.